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Reunião FEBRALOT

Prezados Lotéricos

Recentemente participamos de uma reunião na Febralot, com o objetivo de nos preparar para as argumentações que por ventura possam partir dos nossos Senadores.
 
A gente passa boa parte da vida seguindo o que o outro diz que faz. Vai tocando freneticamente a lotérica e deixando pra depois as mudanças principais, que moram dentro dela. Passamos anos seguindo diversos colegas que se acham e dizem que faz, descaracterizando quem está fazendo (Febralot), não se dando conta de que temos outra Federação, tentando ficar o mais parecido possível com o que nos cerca, por puro medo de sermos pegos sem disfarces e ser tachados de diferentes.
 
Os dias vão seguindo e a gente descobre que tem um monte de coisas que não fizemos, como: melhorar o nosso atendimento, o visual de nossas Casas Lotéricas; tomar atitudes para não cairmos no conto do telefone, agora até com a foto do proprietário; proibir a utilização do celular em pleno expediente, comer no caixa de atendimento, discutir com o cliente, ou seja, vários vícios, onde, mesmo sabendo que nem tudo acontece conosco mas acontece com outros colegas, não queríamos que tivessem presentes nas nossas casas lotéricas. 
 
Fico intrigado quando o colega pergunta quem tem um bom funcionário e o colega de uma determinada Lotérica dá as melhores informações, e diz: esse funcionário é muito bom. Como assim muito bom? Relaxe! Isso não existe. Não há nada bom que você dispense. Nada. Mas, por que continuamos nos jogando nesse tipo de cilada? Por que insistimos em  ser iguais? Buscar as mesmas respostas para os mesmos questionamentos interiores?
 
Um lado bom de ser um bom Empresario é entender que a gente não precisa ser igual a ninguém para gostar e ser gostado, pode apenas se complementar e ser feliz.
Se o que todo mundo quer de verdade é ser aceito, exatamente do jeito que é, a gente pode começar sendo menos algoz de si mesmo, e menos fiscal das escolhas alheias. OK, nós não faríamos aquelas escolhas, mas e daí? O que isso modifica a nossa vida? Se somos todos diferentes, para que desperdiçar o tempo, tentando ser exatamente iguais?
 
Muitas vezes nos pegaremos imitando padrões que não nos servem, ou pior, tentando encaixotar os outros nos nossos padrões por medo de que os diferentes não gostem de nós. Entretanto, se a gente conseguir entender que o que importa é ser feliz , vai acabar encontrando o nosso próprio jeito livre pra isso, concluindo que há diversas formas, diversos jeitos, diversas estradas diferentes, que conduzem à felicidade. Simples assim.
 
Matteoni


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